domingo, 6 de março de 2011
Todo mundo tem um lado Devassa? (2° comercial)
A nova campanha da empresa cervejeira Devassa, tem como slogan "Todo mundo tem um lado Devassa", mas será mesmo? A imagem da personagem principal, a cantora Sandy, parece não ter este lado Devassa. A imprensão que tive enquanto telespectadora, é a imagem de uma pessoa que se esforça para ser, o que não é. A Sandy fazendo propaganda de cerveja (ela nem consome o produto) e tentando ser sexy, é o mesmo que o cantor Zeca Pagodinho ser garoto-propaganda de campanhas que incentivem ao não consumo de bebidas alcoólicas e ao tabagismo.
É Sandy você não conseguiu ludibriar muita gente com este discurso que você também é Devassa. Fico me perguntando, porque usaram como trilha sonora o sucesso dos anos 70 "Conga La Conga" da Gretchen, e não a convidaram para estrelar o comercial? Quando assisto a propaganda não consigo ver a pura e menina doçe da Sandy, e sim o furão sensual da Gretchen.
"O comercial de lançamento teve uma repercussão muito maior que imaginávamos e resolvemos antecipar o novo filme, já que o conceito 'Todo mundo tem um lado Devassa' caiu rapidamente na boca do povo. Este novo comercial mostra todo humor e irreverência da marca. Ver a Sandy dançar 'Conga La Conga' mostra que o lado Devassa é o lado descontraído que cada um de nós tem", afirma Luiz Claudio Taya, diretor de marketing da Schincariol.
Verdade seja dita, a marca Devassa está conseguindo se sobressair em relação às demais marcas de cerveja nacional, pelo menos no carnaval de 2011. A palavra Sandy foi a mais digitada no microblog Twitter na última terça-feira dia 3. Sempre muito polêmica, pois já não bastava a Paris Hiton, Sandy e a próxima Devassa do ano que vem quem será?
Produzido por: Camila Alzira.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Acabou os plantões noturnos dos publicitários.
A agência África, já anunciou que seus colaboradores não irão mais trabalhar depois das 20 horas. Agora é a vez da DM9DDB. Sérgio Valente, presidente da instituição, declarou que a palavra agora é " ordem e Flexibilidade com responsabilidade". "Essa questão do horário e da carga de trabalho sempre me preocupou. Costumo citar uma frase que tirei da biografia de um grande empresário: 'toda vez que vejo meu prédio aceso à noite constato o tamanho de nossa incopetência'. Ou seja, os profissionais precisam se organizar para entregar o trabalho pronto no prazo estabelecido".
Outra empresa que já adotou antecipadamente esta estrutura é a Google, considerada no ano passado a melhor empresa para se trabalhar, segundo divulgação da revista Veja. Esta iniciativa também implica em estimular os colaboradores a produzirem sem se preocuparem com as cobranças.
Produzido por: Camila Alzira.
sábado, 27 de novembro de 2010
Mano Menezes também escalou a Kaiser.
O filme publicitário foi criado pela agência Fischer+Fala. A ação ganha desdobramento em mídia impressa, rádio, material de ponto-de-venda e no espaço digital, a partir da qual devem ocorrer ações (mantidas em sigilo) para atrair os consumidores.
Produzido por: Camila Alzira.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Quem mandou a menina tirar a blusa.
Gente muita polêmica em torno deste vídeo. O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil público para investigar irregularidades em anúncio publicitário dos Correios veiculado em emissoras de televisão. No comercial, protagonizado por famoso jogador de futebol de salão (Falcão), no qual uma modelo tira a blusa em frente a várias crianças a pretexto de conseguir um autógrafo do craque.
Para o procurador da República Fernando de Almeida Martins, a participação das crianças, além de "imprópria e inconveniente", infringe a legislação brasileira, sobretudo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e até mesmo a Constituição. Ele acrescenta ainda que "a Constituição manda que se observe, na publicidade, o princípio do respeito peculiar da pessoa em processo de desenvolvimento. O CDC considera abusiva toda publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança e o ECA contém diversos dispositivos para a proteção dos direitos das crianças e do adolescente, no que diz respeito à sua integridade e valores", observa o procurado.
Que dor de cabeça hein?
Produzido por:Camila Silva.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
As diferentes culturas devem ser de todos os povos.
Meninas de Sinhá. Outro Olhar.
O palestrante desta vez foi Gil Amancio. Ele é professor de teatro do Palácio das Artes, além de ter uma vasta bagagem musical (já produziu várias pesquisas sobre música).
Ele inicia sua palestra apresentando um vídeo sobre a cultura negra no campo da modernidade. Amancio relata ser apaixonado com a cultura negra contemporânea, sua principal atuação atualmente é como produtor musical. Seu primeiro instrumento musical foi à percussão, depois migrou para o violão, iniciou tocando com músicos de Belo Horizonte, mas sempre teve contato com o teatro.
A primeira peça teatral que participou foi um musical, a parti daí começou a trabalhar com trilhas sonoras, aperfeiçoou suas técnicas, até se tornar produtor musical. Atuou efetivamente na sonoplastia do filme “Uma onda no ar”, além de trabalhos paralelos, tal como, realização da produção musical do grupo Meninas de Sinhá (Grupo de senhoras do Alto Vera Cruz) e do rapper Renegado . (também do alto Vera Cruz).
Tratando da temática “Rap”, Amancio acredita que “todo mundo que é moderno tem que fazer rap, até Caetano Veloso e Roberto Carlos já fizeram”. E enriquece acrescentando que “o importante é saber o que os meninos estão procurando na música do rap? O que se conclui ao discutir as letras das músicas e o que as produções musicais propõem? O que as pessoas vão deixando de lado? Ou o rap é apenas para suprir a demanda de mercado ou tem realmente alguma questão ideológica poeticamente a ser passada?”. Continuando no rap, Amancio deixa claro que existe um “bloqueio” da produção musical mineira, não há abertura para novas culturas, os rappers em sua maioria não misturam outros ritmos e exemplifica ao citar o cantor Marcelo D2 “em busca da batida perfeita” que é o inverso do que estamos acostumados. Na visão de Amancio a “própria periferia cria uma barreira para experimentar outros espaços”.
Ao ser questionado sobre patrocinadores e apoio governamental na divulgação da arte negra, ele defende com veemência a descriminação racial, que insiste em permanecer em nossa sociedade nos dias de hoje. O palestrante exemplifica citando os festivais que deram início em 1997 em Belo Horizonte , tal como, o FIT (Festival Internacional de Teatro), FID (Festival Internacional de Dança) e o FAN (Festival da Arte Negra), dentre outros. Dentre todos os festivais lançados pela prefeitura de Belo Horizonte o FAN foi o único que não teve continuidade, voltando a ser patrocinado pela prefeitura oito anos depois. Ainda segundo Amancio atualmente existe uma grande repercussão na mídia e na esfera pública, devido ao livro de Monteiro Lobato (uma parte que narizinho chama a Dona Benta de nariz de macaca), em contra partida o filme que conta a história da rádio favela “Uma onda no ar” houve dificuldades de conseguir patrocinadores.
Amancio finaliza dizendo que um dia participou de uma palestra sobre a cultura negra e que em determinado momento o palestrante disse: “Dizem que meu cabelo é ruim, mas o que ele fez? Matou? Roubou?”. A questão mercadológica rompe/afasta as culturas. Em uma visita a uma escola da Alemanha, ele pode constatar que a juventude alemã se sentem envergonhados de seus antepassados (Nazistas x Judeus), enquanto que no Brasil os africanos e seus afro-descendentes nem ao menos são lembrados de que ajudaram a erguer esta nação. Para Amâncio a educação é a base.
Para maiores informações acesse: www.gilamancio.blogspot.com
Camila Alzira e Joana D'Arc.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Entrevista com o Publicitário Vinicius Sette
Vinicius Sette é formado pela UNI-BH em publicidade e propaganda e pós-graduado em marketing na UNA Ciências Gerenciais.
No início da carreira, decidiu abrir uma agência de publicidade com uns amigos de turma apostando que iria dar certo, mas com o passar do tempo foi notando que era necessário bem mais que vontade de trabalhar, era essencial que houvesse investimento no mercado e isso eles não tinham a princípio.
A dificuldade de inserção no mercado de trabalho era imensa, vários estudantes se formavam e achavam que concluir o curso era suficiente e não se especializavam. Desta forma havia trabalho, mas não tinha mão de obra qualificada. Era a profissão do “momento” e com o avanço da tecnologia continuamos a ver a mesma imagem da dificuldade de atuar na área.
Atua a mais de 10 anos nas áreas de marketing e comunicação empresarial com ênfase em planejamento, gerenciamento de equipes de marketing, publicidade e brading; desenvolvimento de estratégias de marketing de relacionamento; segmentação de mercado; planejamento e execução de ações de marketing institucionais, comerciais e culturais; coordenação de assessoria de imprensa e outros.
Gerenciou o departamento de marketing do Poupa Ganha. Água de Cheiro, Elmo Calçados, Blue Life, Banco Intermedium e Faculdade Pitágoras. Fez parte da implementação do produto 21 de La Suerte em Costa Rica, América Central, em prol da Hogares Crea Internacional, atuando como Gerente de Marketing.
Atualmente exerce a função de Special projects na área de finanças da IVECO do grupo FIAT, tendo atuação, aprovação e acompanhamento dos projetos e despesas da área de marketing.
Alunas Camila Alzira e Joana D’arc
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